“Todo Mundo Em Pânico (2026)” – Crítica

Os filhos pródigos voltaram! Os irmãos Wayans retornam a franquia que iniciaram com um caldeirão de piadas controvérsias, muita zoação, paródia e no final das contas, pouco gás para queimar.

Foto/Reprodução – Paramount Pictures

Quando a comédia “Todo Mundo Em Pânico” ou “Scary Movie” no original estreou em meados de 2000, veio como uma paródia ácida da franquia “Pânico” e outros filmes de sucesso na época se transformando num fenômeno da comédia abrindo as portas para diversas outras obras no mesmo estilo que tentaram copiar o longa produzido pelos Irmãos Wayans.

Nesta linha, a própria franquia sofreu um grande desgaste sendo que “Todo Mundo Em Pânico 5” estrelado pela atriz Ashley Tisdale e Charlie Sheen foi a tampa no caixão de uma sequência de filmes que se desgastou com sua fórmula de piadas rápidas, esquetes malucas com um rascunho de roteiro para emendar tudo numa trama só.

Posso ser direto? O quão a sério você leva estes filmes? Porque a franquia só funciona como quando não é levada a sério e só assim para este sexto filme “Todo Mundo Em Pânico” (Scary Movie, 2026) realmente funcionar para os fãs da franquia, principalmente aqueles que gostaram os dois primeiros produzidos pelos Irmãos Wayans, que claramente traz piadas mais voltadas para o público geral, mas com ênfase no público preto.

Foto/Reprodução – Paramount Pictures

Esta versão volta a pegar como base os filmes da franquia “Pânico” que funcionou bem no primeiro filme, desta vez focando nos recentes “Pânico” 5 e 6. Só com essa premissa o diretor Michael Tiddes (Inatividade Paranormal) foca na relação das irmãs Sara (Olivia Rose Keegan) e Tuesday (Savannah Lee Nassif) parodiando as personagens de Melissa Barrera e Jenna Ortega.

Coincidentemente, as irmãs são filhas da Cindy (Anna Faris) que vive uma maluca paranoica que vive isolada e negligencia as próprias crias. Para ligar tudo num núcleo só e fechar a referência ao “Core Four” da franquia atual de Pânico, os irmãos Brad (Gregg Wayans) e Dei (Sydney Park) fecham o quarteto, sendo filhos de Brenda (Regina Hall) e sobrinhos dos malucos Shorty (Marlon Wayans) e Ray (Shawn Wayans).

É desta forma que esta narrativa produzida pela Paramount Pictures consegue não só parodiar Pânico, mas outros filmes atuais com uma lista extensa que vai desde “Corra!”, “Corrente do Mal” passando por “Premonição”, “Pecadores”, “Substância”, “Longlegs” e pode acreditar, “John Wick” e o recente “Michael”, dentre outros sucessos do gênero terror, ação e suspense. O que mais uma vez serve como alerta, senão tiver visto nenhum desses filmes mencionados, a graça deste longa cai pela metade, pois são muitas referências.

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O roteiro escrito por Marlon Wayans, Shawn Wayans e Buddy Johnson é tão escrachado que parece uma montagem de várias esquetes coladas de qualquer jeito para fazer algum sentido e poder gerar uma metralhadora de piadas polêmicas e gags absurdas que até a metade do filme geram algumas boas risadas, principalmente quando a narrativa foca no Ghostface matando vítimas ou tirando sarro junto com Shorty, aliás, ambos juntos geram as melhores sequências de comédia do filme, assim como no longa original.

É claro que com o tempo “Todo Mundo Em Pânico (2026)” vai cansando e tudo começa a soar repetitivo e reciclado chegando a um momento no terceiro ato que a quebra da quarta parede ficam tão explicita que perde um pouco a graça, pois claramente não sabem como finalizar o filme depois de uma sequência insana de piadas malucas.

A verdade é que esse filme, assim como os longas da franquia Pânico que usa como base para suas paródias, só funciona, pois se apoia na nostalgia de vermos de volta Anna Faris (Mom), Regina Hall (Uma Batalha Após A Outra), Marlon Wayans (As Branquelas) e Shawn Wayans (As Branquelas), juntos depois de 25 anos desde o último filme que protagonizaram retornando para relembrar o público o quanto esses filmes impactaram a cultura pop.


Foto/Reprodução – Paramount Pictures

Ainda que falte gás a “Todo Mundo Em Pânico (2026)”, principalmente na reta final, em alguns momentos diverte em meio as várias piadas sexuais, xenofóbicas e até mesmo zoando os republicanos da forma mais engraçada possível, já valem o tempo investido.

Para agradar a geração tik tok, o filme não perde tempo, talvez por isso falte respiro entre as constantes montagens de humor, que ficam muito coladas uma a outra e por isso acabam gerando piadas que funcionam e outras que descem quadradas gerando nem mesmo um sorriso amarelo no rosto de quem assiste.

De uma forma geral, “Todo Mundo Em Pânico (2026)” resgata aquilo que deu certo e funciona em parte, principalmente por trazer personagens conhecidos que gostamos muito e outros que apareceram ao longo dos outros cinco filmes anteriores em diversas participações especiais. Resta saber se com sucesso estrondoso que este retorno causou, se teremos mais alguns filmes com a negritude das obras dos irmãos Wayans novamente tocando o barco e sinceramente, acho que vale mais um, só para ver se as vezes o humor aqui encaixa ainda melhor, mas tragam o Ghostface e o Shorty de volta, eles valem cada cena em que aparecem e nós famintos por humor zoeira, agradecemos.

Gostou? Veja o trailer abaixo e comente também para saber o que achou desse novo filme da franquia.

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