“72 Horas em Miami” – Crítica

É besteirol que você quer, é besteirol que você vai ter! A nova comédia de Tim Story traz uma despedida solteira maluca liderada por Kevin Hart num filme cheio de clichês e maluquices que divertem.

Foto/Reprodução – Netflix/Sony Pictures

Comédia é um gênero difícil de decifrar, ao mesmo tempo também é um gênero difícil de agradar a grande massa. Já tivemos fenômenos como “Como Se Beber, Não Case”, outras ainda mais escrachadas como a franquia “American Pie” ou até mesmo “Projeto X”, dentre outras que extrapolam nas barbaridades para mostrar adolescentes e jovens adultos norte americanos em situações no mínimo constrangedoras.

Poucas destas tem o protagonismo preto no centro, interessante que é raro ter na verdade, desta forma esta produção da Sony Pictures em parceria com a Netflix, “72 Horas em Miami” (72 Hours, 2026) que estreou no catálogo da locadora vermelha no último dia 24 de julho, traz Kevin Hart liderando um grupo de jovens adultos numa despedida inusitada em Miami passando pelas situações mais absurdas possíveis.

Esta comédia dirigida por Tim Story (The Blackening: Jogo Mortal) se baseia no choque de geração quando um executivo quarentão em crise chamado Joe (Hart), resolve pagar um final de semana em Miami para um grupo de amigos passarem a despedida de solteiro de um deles, Mason (Mason Gooding), que está preste a casar.

O que você precisa saber sobre este longa, é que ao trazer este conflito entre gerações, vemos o quão diferente é o estilo da Geração Z de curtir certas farras que as gerações passadas tinham como normal. Enquanto jovens como Nick (Marcello Hernández), Freshman (Kam Patterson), Hunter (Ben Marshall) e o já citado Mason, são mais contidos, mostra o quanto pessoas como Joe ainda falham em entender ao tentar se enturmar.

Foto/Reprodução – Netflix/Sony Pictures

É neste ponto que “72 Horas em Miami” se torna uma comédia atrativa, trazendo o constrangedor à tona através de Joe, com os jovens a sua volta tentando colocar bom senso nas suas ações e presepadas. Desta forma somos levados numa jornada que é difícil descrever, você precisa assistir para acreditar, passando por envolvimento com traficantes, sendo ludibriados por mulheres em festas, indo parar em uma ilha deserta, tudo isso em quatro dias em Miami.

Veja bem, o longa não tenta reinventar a roda, como disse, comédias são complicadas de gostar, o humor besteirol aqui é amplificado pelo esforço na maioria das vezes bem sucedida de Kevin Hart (Lift: Roubo nas Alturas), que com suas caras e bocas exageradas e um humor físico inconfundível são suficientes para sustentar todas as sequências de humor ou ação do filme.            

Não existe um meio termo aqui, ou você vai gostar muito, ou não vai gostar nada de “72 Horas em Miami”, mas uma coisa é certa, o filme entretém muito no que diz respeito a comédia besteirol. Faz tempo que uma comédia com um rascunho de roteiro como essa consegue trazer tantas sequências memoráveis como a cena de Joe virando uma espécie de Tony Montana para enganar traficantes, ou quando tem uma reação alérgica depois de um naufrágio revelando uma maquiagem bizarra, para não dizer engraçadíssima.

Foto/Reprodução – Netflix/Sony Pictures

É besteira e galhofa na sua essência, não tem como descrever nada além disso, sem falar que a comédia mostra também que ainda não compreendemos a Geração Z atual, que é muito mais avessa a constrangimentos do que a Geração anterior, por exemplo. Isto fica muito evidente como a geração de 30 ou 40 mais parece ter curtido mais que a geração agora, que é muito mais “careta” com seus 20 mais, achando tudo que os adultos fazem, cringe.

Infelizmente a comédia explora pouco este lado, preferindo ser mais entretenimento, do que uma comédia cabeça e está tudo bem, porém fica claro que tinha espaço para explorar este ponto, mas a química Joe e os quatro jovens é até boa de acompanhar em tela e vai ficando melhor no decorrer da narrativa. É bom citar que o filme tem algumas boas participações especiais como Andy Garcia (O Poderoso Chefão: Parte 3), Teyana Taylor (Uma Batalha Após Outra) e Michael Mando (Better Call Saul).

No geral, se você como expectador não exigir muito e quiser apenas uma comédia para passar o tempo, “72 Horas em Miami” é a produção para você, sem noção, sem um pingo de vergonha e um objetivo claro de apenas divertir sem muito compromisso em fazer algum sentido. Com uma boa dose de humor liderado por Kevin Hart, esta comédia traz entretenimento escapista e umas maluquices que só assistindo para acreditar. Se este for o que procura, este filme será mais que suficiente.

Gostou? Comente sobre o que achou do filme e veja o trailer se ainda não assistiu.

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