“Um Tira da Pesada (1984)” – Crítica

O filme mais descolado dos anos 80? Revisando o filme que tornou Eddie Murphy em um astro e colocou Beverly Hills no mapa do mundo num clássico dos procedural de ação que ainda funciona com primor.

Fonte: Paramount Pictures

Os anos 80 é uma época interessante, até para gerações atuais, toda vez que algum filme revisita esta época, gera um interesse instantâneo, seja pelas canções, seja pelo estilo visual das roupas e o impacto cultura de um período que ainda influencia bastante gerações num contexto atual. Longas dos anos 80 são sem os mais lembrados pela cultura pop, indo de sucesso como: “E.T: O Extraterrestre”, “Máquina Mortífera”, “Caça Fantasmas”, “Top Gun: Ases Indomáveis”, as sequências de “Star Wars”, além longas como “Superman”, “Batman”, “Goonies”, “Curtindo a Vida Adoidado” e por ai vai.

O cinema viveu seu auge criativo nos 80 e só cresceu mais a partir disto, surgindo diversas franquias que hoje são resgatadas pela nostalgia. Um dos grandes filmes dos anos 80, foi um longa de ação chamado “Um Tira da Pesada” (Beverly Hills Cop, 1984), produzido pela dupla Don Simpson e Jerry Bruckheimer para Paramount Pictures, contava a história de um policial de Detroit que tem o amigo assassinado, iniciando assim uma investigação que o leva a ensolarada e deslumbrante Beverly Hills na Califórnia.

O longa dirigido por Martin Brest (Encontro Marcado) era um procedural policial estruturalmente, porém é no roteiro da dupla indicada ao Oscar, Daniel Petrie Jr e Danilo Bach que as diferenças começam a aparecer. Ao misturar ação e comédia, a narrativa acaba criando uma trama do estranho no ninho, com o policial Axel Foley (Eddie Murphy) saindo da sua cidade natal, mais sombria e violenta, para uma cidade mais viva e estilosa.

Fonte: Paramount Pictures

Não há dúvidas que “Um Tira da Pesada” só se tornou um fenômeno na época por dois grandes fatores, o primeiro é o carisma gigante de Eddie Murphy (Um Príncipe em Nova York) que aos 22 anos na época tinha uma personalidade gigante no papel de Axel, sendo um negro retinto desbravando uma Beverly Hills branca e rica, que acaba se rendendo ao carisma de um policial que tinha uma lábia de milhões e sempre conseguia usar a cabeça de forma inteligente para resolver um caso que vai ficando mais surpreendente a cada nova pista encontrada.

Outro fator é a marcante trilha sonora que captura bem os anos 80 em sua plenitude com músicas como “The Heat Is On” e “Do You Really (Want My Love?)”, sem falar que é impossível assistir a este filme e não se sentir impactado com o tema principal “Axel F” de Harold Faltermeyer, que não só captura a aura solar de Beverly Hills, como casa bastante com a personalidade de seu protagonista dando ritmo inclusive ao filme.

É nesta vibe que seguimos Axel conhecendo a cidade e encontrando a dupla policial local, o detetive Billy Rosewood (Judge Reinhold) e o sargento Taggart (John Ashton), que aos poucos vão se rendendo ao carisma do policial, assim como tenente Bogomil (Ronny Cox). Axel também reencontra uma velha amiga, Jenny Summers (Lisa Eilbacher) que trabalha para o suspeito Victor Maitlan (Steven Berkoff) numa galeria de arte que se torna alvo central da investigação do filme.

Fonte: Paramount Pictures

Para um filme que completa este ano 40 anos, “Um Tira da Pesada” tem muito originalidade para esbanjar, e acima de tudo isto, é um filme descolado. Não só por representar bem os anos 80, com a vitalidade e aspecto visual marcantes de Beverly Hills, mas por ter um personagem malandro, carismática e inteligente como Axel que sabe persuadir todos a sua volta e tem carão de sair das maiores ciladas e nos fazer rir genuinamente com tanta cara de pau que na maioria das vezes funciona.

O longa tem boas sequências de ação, mas claramente não são o foco aqui, a não ser no último ato, onde os vilões revelados entram em confronto com Axel, Billy e Taggart numa trama redondinha com ritmo frenético que não deixa pontas soltas. A sequência da mansão no final é realmente muito boa, mas nada que seja impactante em termos de tensão.                

A verdade é que de uma forma geral, “Um Tira da Pesada” se torna um produto atemporal devido ao protagonismo brilhante de Eddie Murphy que se torna um astro magnético que domina cada frame em tela, catapultado por um filme que sabe valorizar o aspecto visual cultural desta transição Detroit para Beverly Hills de uma forma inteligente que é marcado por uma trilha sonora incrível dando pontapé inicial a uma franquia. Nesta revisão, o filme não perde em nada em termos de qualidade e nem é datado, o que é um ganho para um dos maiores sucessos dos anos 80.

Fonte: Paramount Pictures

Quadrilogia Axel Foley, leia abaixo:

Um Tira da Pesada II, leia aqui.

Um Tira da Pesada III, leia aqui.

Um Tira da Pesada IV, leia aqui.

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